Friday, March 30, 2007

Um resumo do primeiro mês da segunda temporada - Strike Punk Violento

Pois bem. Ja faz quase um mes que estou de volta e nao tive quase tempo para escrever. Comecei a digitar algumas linhas pelo menos 3 vezes durante essas semanas, mas nunca consegui terminar nem sequer um tema.

Quando cheguei o trabalho estava explodindo. Menos de duas semanas para a inauguracao do Belas Shopping, Aline se virando em 30 para atender a todos os clientes, Freddy brigando com a calculadora e com as planilhas excel e os meninos da criacao, como sempre, sendo podados nas suas linhas criativas por alguns clientes. Ou seja, tudo na sua perfeita ordem.

Para reforcar o time nesse periodo, Antonio Luiz, o diretor de criacao da engenho no Brasil, veio passar uns dias aqui para conhecer a cidade e ver como os processos aqui funcionam para passar o panorama para a equipe no Brasil. Enfim, quando cheguei não faltou foram fofocas e passeios nos finais de semana.
Ainda bem que aproveitamos esses dias porque ultimamente tudo tem sido nada mais nada menos do que Strike Punk Violento.


Parada 1: Miradouro da Lua

Uma escapadinha pela estrada principal, uma plaquinha escrito “Miradouro da Lua” a mao e uma estrada tortuosa nos levou a mais surpreendente vista que eu poderia imaginar naquele momento. So vendo para acreditar.





Parada 2: Praia de Santiago

Mais uma parada no meio da estrada e chegamos a praia de Santiago. Varios navios encalhados no mar podem ser vistos e podemos chegar bem pertinho de alguns mas não tem nem como pensar em entrar. O cheiro de ferrugem e a possibilidade de se pegar um tetano são de quase 100%. Mas a vista e linda, a paisagem alucinante. Parece cena de filme. Alias, lembrei quando estava la do filme dos Goonies – so faltou o Willie Caolho e o Slot gritando por chocolate.







Parada 3: Barra do Dante

Imaginem uma praia com coqueiros no Caribe. Agora imaginem essa praia com uma estrutura de bar e restaurante, bangalos para alugar em cima das arvores e tendas de cipo na areia com garcom que te chama pelo nome – as vezes troca, mas o que vale e a intencao. Um mar lindo, azul, coqueiros altos e passaros voando baixinho. Bicicletas para alugar e uma placa surpreendente - "Controle a sua euforia!!" Para mim???






Parada 4: Pousada do Bruce

Na volta, passamos pela Barra do Rio Kwanza e fomos conhecer a Pousada do Bruce. O lugar que fica de base para quando Freddy ia pescar com seus amigos no final de semana. Super aconchegante e cheia de casais, a pousada fica entre o Rio Kwanza e a praia. Uma gracinha, rustica, com um almoco fartissimo (que não comemos) e lindos casais felizes e apaixonados. Ou seja, não e lugar para mim mas conhecer nunca e demais. Ahahahha.



Parada 5: “Quem e Sidonio?”

Em cima de uma ponte uma parada surpreendente para mais uma foto. Alias, uma de varias hilarias. Enquanto tiravamos fotos nossas, dois “putos” apareceram do nada para vender refrigerante para nos. Eles se divertiam conosco, com Antonio subindo na ponte para tirar foto, com Louti tentando descobrir quem era Sidonio que os garotos tanto falavam (para Louti, o ex chefe dele, para os meninos, um personagem gordo de um desenho, ali representado pelo Freddy).


Parada 6: “Esteja Preso”

Como não poderia deixar de ser, sempre tem um desavisado – ou que não quer ser avisado, para ser parado pela policia. Essa historia e verdadeira e se repetiu por algumas vezes na estada de Antonio Luiz aqui. Como pode uma pessoa em 20 dias ser parado 3 vezes pela policia? Imaginamos que seja porque e um kota moderninho com brinquinho na orelha e cara de barao!!! Desta vez, e so desta, ele estava dirigindo sem camisa – o que e proibido na cidade. Aqui as pessoas podem fazer xixi na rua mas duas coisas levam direto para a policia e eu não consigo entender porque. Uma e dirigir sem camisa. A outra, lavar carro na rua (porque estraga o asfalto). São motivos que da multa e prisao. Pois bem... o que voces acham que aconteceu quando Antonio foi parado pela policia? Sim, ficou branco, foi proibido de vestir a camisa ate chegar a esquadra (delegacia) – o que não aconteceu porque tudo $e re$olveu com um pouco de conver$a.
Bem, amanha continuo escrevendo mais coisas sobre meus dias aqui. Sao quase 1 da manha e estou trabalhando para o lancamento da campanha de Pascoa do Belas Shopping na segunda feira. Nem um respirozinho depois da inauguracao. Sobre a inauguracao??? Conto daqui a pouco.

Friday, March 09, 2007

Lisboa Pauleira

Cafe na Rua Augusta - pit stop para escrever



PARTE I
RUA AUGUSTA, CAFETERIA
Lisboa, 03 de marco de 2007 - 12h00.


Devo dizer: como e bom estar na Europa. Pessoas bonitas, bem vestidas, curtindo o final de inverno e as promoções transitam aqui na Rua Augusta com sacolas de lojas e mochilas. Alguns claramente parecem turistas e outros nem tanto.
Em meio dia aqui já fiz bastante coisa. Cheguei ao hotel, tomei um café da manha básico para abastecer ate a hora do almoço e já fui direto para o metro. Como havia feito um estudo rápido da cidade, não perdi muito tempo para escolher os lugares onde queria ir nesse dia que tenho para passear na cidade. Optei por um hotel próximo ao centro histórico (que sem saber, especifico para o publico GLS) mais perto dos lugares que eu pretendo conhecer.

Primeira parada: O Castelo da colina mais alta de Lisboa.
Castelo de São Jorge, antes conhecido como Castelo dos Mouros, e um monumento nacional em ruínas, porem com uma vista linda da cidade e do Rio Tejo.
Impossível controlar as fotos. Passei um bom tempo sentada na mureta contemplando a cidade e o vai e vem dos pássaros sobre o Rio.
Com o mapa nas mãos achei que fosse simples chegar lá. A subida e inacreditável. Escadas e ladeiras sem fim por entre pequenas vielas que se perdem de vista. Uma caminhada e tanto, mas compensa pelo visual.. Valeu a falta de ar e os €5,00 que se paga de entrada. Realmente um ponto turístico que não da pra perder.





Uma das pracas do Castelo de Sao Jorge e vista da cidade. Do outro lado o Rio Tejo. Lindo!



Segunda parada: Conversando com os amigos lá de cima.
Na volta duas visitas importantes: Catedral da Se e Igreja de Santo Antonio. Nessa altura aproveitei para assistir a uma missa e conversar um pouco com o Santo que não tem me dado muita atenção ultimamente. Na saída pedi informação para uma senhora que, elegantérrima, me deu todas as dicas para a próxima parada.

Terceira parada: As ruas da perdição
Rua da Prata, Rua do Ouro e Rua Augusta. Uma concentração de pontos de consumo. Minhas mãos cocaram, meus bolsos se abriram mas a minha consciência não me deixou tirar um centavo sequer para as roupas, botas e bolsas que piscavam para mim com plaquinhas de 70% OFF. Ainda tenho Barcelona e Madrid na volta e pouco dinheiro para gastar. Minhas mãos continuam vazias por incrível que pareça. Era a chance de colocar meu VISA para trabalhar já que ele fica só na carteira em Luanda. Enfim... estou agora em um café na Rua Augusta tomando uma coca-cola, vendo as pessoas aproveitando o pouquinho de frio que ainda resta aqui, pombos subindo e descendo na minha mesa. Ate os mendigos aqui tem elegância. Um deles esta olhando para mim nesse exato momento com bleiser e um tênis da Diesel. Pode?




Rua Augusta, a perdicao dos consumistas. Eu achei que era tudo de bom ate conhecer o Chiado.



PARTE II
MUSEU DO CHIADO, CAFETERIA
Lisboa, 03 de marco de 2007 - 14h00


Segunda parada e outra coca-cola com café. O sono ta me pegando mas eu não posso perder meu dia de jeito nenhum. Preciso aproveitar essa viagem ao maximo. Sabe Deus quando terei outra oportunidade de vir para Lisboa.
Não achei que eu fosse andar tanto, mas me empolguei. Cada rua uma novidade.
Saindo da Rua Augusta encontrei uma viela que da acesso ao Elevador de Santa Justa, é também conhecido como Elevador do Carmo. É um dos monumentos mais interessantes da Baixa, centro histórico lisboeta e que leva as pessoas a um bairro no alto com muitas lojas e atividades nas ruas. E foi para lá que eu fui.




Bairro do Chiado, Bairro Alto


Quarta parada: Bairro Alto e Chiado. Encantadores
A fila para comprar os tickets estava grande e preferi subir a pe (o que não era nada demais comparado aos ups e downs do acesso ao castelo). Na primeira rua que entrei, um coral de jovens vestidos com roupas pretas elegantes cantavam fado que me fizeram chorar. Eu e mais uma pilha de turistas que estavam lá. Logo se via quem era de fora! Mais a frente, na rua seguinte, uma feira de livros a céu aberto. Vendedores colocam mesas com seus exemplares e negociam a venda, compra e troca deles. Alguns de capa de couro, antigos, outros com capa de papel bem fininha porem encapados e bem conservados.



Pelas ruas: muita musica, arte e cultura. Fernando Pessoa e Camoes homenageados com pracas

No Bairro Alto, cheguei a Praça Luiz de Camões. Charmosa, rodeada de casinhas coloridas, limpa, com exceção das cacas de pombos e de meia dúzia de mal encarados deitados em seus bancos. Foi a primeira vez que senti medo de andar sozinha em Lisboa. Todos me olhavam com estranheza mas logo um grupo de turistas com guia chegaram e deixei de ser o centro das atenções. Uma estatua do homenageado e ao lado uma loja da Diesel. Perfeito. Vilas com lojas fantásticas e tentadoras, dentre elas Channel, Luis Vuitton, Benneton e por ai vai. Nada de compras, eu prometi.
Chiado e uma area tradicionalmente conhecida por ser frequentada por intelectuais. , encontram-se aí várias estátuas de figuras literárias. Fernando Pessoa Encontrei também uma cafeteria chamada A Brasileira, junto ao largo do Chiado. O cheiro na rua e impressionante. Me lembrou papai levando cafezinho na cama para mim e para mamãe pela manha. De tão tradicional, a historia de A Brasileira foi contada em um livro, mostrando sua importância na cidade durante os anos.



Sente-se o cheirinho do cafe desde a esquina. Cafe brasileiro de verdade, pois!


Mais a frente encontrei o Teatro de Trindade, que apresenta Hamlet. Pequenininho, colorido e muito atraente, (mas longe demais para que eu pudesse voltar para la de noite. Ainda mais sozinha) e o Museu Arqueológico do Carmo (que também e conhecido como As ruínas no Convento do Carmo). Lá dentro tem uma lojinha de onde temos uma vista privilegiada. Lá ao longe um Castelo. Para a minha surpresa era o Castelo de São Jorge. Só quando vi e tive a confirmação de que era ele mesmo, eu me dei conta do quanto havia andado.
Ainda fui no Teatro Municipal de São Carlos, na praça de mesmo nome e segui para o Museu de Arte Contemporânea, chamado de Museu do Chiado, onde estou agora escolhendo meu próximo destino. Aqui vi varias obras interessantes mas da exposição permanente. Paguei €5,00 para ver um artista que não lembro o nome, mas que realmente não gostei. Muito multimídia demais para um museu que fica numa cidade histórica. Esperava outra coisa. Talvez ele não seja ruim mas não era a hora.



Jardim do cafe do Museu do Chiado. Eu e meu mapa. Mais turista que isso impossivel!


Agora vou fechar minha conta e ver se no caminho de casa tenho mais coisas para ver. Estou cansada e meus pés doem.


PARTE III
AEROPORTO DA PORTELA, LISBOA
Lisboa, 04 de marco de 2007 - 09h00.


Que “Paris Romântica” que nada! “Lisboa Pauleira” foi uma pedida excelente e surpreendente. O negocio e aproveitar cada minuto de uma viagem sem compromisso com horário e se jogar nas oportunidades.
E eu que pensava que ia para casa mais ou menos cedo depois de toda a pedalada que eu descrevi acima, pelo menos tomar um banho para jantar antes de dormir e vir para o aeroporto cedo, cai do burro.
Agora estou aqui esperando meu TAP, um pouco cansada, mas ansiosa para terminar meus registros de viagem.

Depois de pedir uma dica para a garçonete do Museu, resolvi me jogar de cabeça e ir para locais que não havia nem visto no mapa. Resolvi ir para Cascais. Ela me indicou, o sol ainda estava alto e, apesar dos meus pés estarem doendo, não consegui resistir.
Desci a pé ate o porto e peguei o primeiro comboio (trem) para lá. Sabia que eram pelo menos 30 minutos para chegar no destino e colocar os pés para cima. Ao meu lado sentou um rapaz muito simpático, com uns 17 anos, que começou a conversar comigo. Se não fosse ele teria passado batido pela Torre de Belém e pelo Cassino de Estoril. Ahhhh para que ele foi despertar meu interesse? Resolvi retomar o fôlego e estender minha visita também para essas duas paradas, afinal ficavam pertinho e já que eu estava laaaa!!!





Nuno, amigo de comboio - hospitalidade e atencao




Resumo da expedição de comboio: me apaixonei por Cascais. Me encantei pela vilinha, pelos restaurantes, pelo ambiente de ferias permanente que tem ali e pela paisagem para quem olha para o mar. A cidadezinha e muito charmosa, tem um pequeno shopping lindo e varias alamedazinhas de paralelepípedo com lojas pequeninas e coloridas. Estoril não tem nada muito mais do que o Cassino de Estoril com seus jardins enormes e fontes de água, o Centro de Convenções e uns hotéis estupidamente enormes. Pelos menos ali por onde andei a pé. Gostei de Belém também mas já estava tarde quando cheguei lá e tudo muito cheio. Eram quase seis da tarde, hora do lanchinho nas cafeterias onde se compram os famosos pasteis de Belém. Não consegui provar nenhuzinho. Vi a Torre de Belém mas era longe da estação e não tinha pernas mais para caminhar ate lá. Fui nos jardins e no Mosteiro de Jeronimos. Lindo. Depois vim a saber que e patrimônio histórico da Unesco.



Fotos de Cascais. Na ultima, pegando o trem de volta para Estoril e Belem.

........................................No Cassino de Estoril e nos Jardins do Mosteiro de Jeronimos, em Belem


Cheguei na pousada perto das 8 da noite, cansada e me lamentando por não ter nada para comer la. Não passei em nenhuma pastelaria para comprar um lanche para jantar. Minhas opções eram três: ficar sem comer, sair de novo, pegar metro e jantar direito ou me entupir de Toblerone que eu comprei no aeroporto.

Ao pegar a chave com a recepcionista, ela salvou minha noite.
Me apresentou para Peter, um americano do Colorado, que me apresentou para Patrick que me apresentou para Carl, ambos da Suecia e fomos, os 4 para o Bairro Alto novamente jantar e assistir a um show de fado – como não poderia deixar de ser para fechar com chave de ouro essa viagem.


Peter (de sweter marron), Patrick (loiro), eu e Carl (ao meu lado)
Vacalhau & Binho


Chegamos na pousada depois de passar em mais um bar, ficamos nos jardins do segundo andar conversando ate quando agüentei. Umas 4 e pouco da manha fui dormir e fiquei na mesma posição que cai na cama ate o dia seguinte, quando a recepcionista me acordou para pegar o táxi.

As 7h00 na recepção, conheci Monika da Polônia e dividimos um auto ate o aeroporto. Ótima companhia. Ficamos juntas ate agora pouco, quando ela precisou partir (antes que pensem besteira, ela não era lésbica, caiu no mesmo engano que eu! "laele" como dizem os baianos!)


Incrível como as pessoas passam pela nossa vida e definem muitas coisas na vida da gente. Em um único dia em Lisboa conheci pessoas que definiram meus destinos, fizeram com que eu gostasse dessa viagem e tivesse vontade de voltar: a senhora elegante, o menino do metro, a recepcionista do hotel e a garçonete do café, os 3 rapazes da pousada...
Viver e viajar e bom demais!!!

Tuesday, February 13, 2007

Acampando no Paraiso

Pois e galera! Minha ultima grande aventura desta temporada em Angola foi um acampamento que inventamos em Cabo Ledo. Esse fim-de-semana foi excelente, inusitado, no mínimo, revigorante apesar de todos os apertos que passamos!!!
Era para sairmos de Luanda perto de duas da tarde de sabado. Segunda era feriado mas mesmo assim combinamos de voltar no domingo para descansar para o batebte na terca. Conseguimos sair perto de 15h com o carro parecendo uma Kandonga de tanta coisa, que mal podíamos nos mexer. Encontramos Flavinha, nos dividimos em dois carros, pegamos congestionamento, calor, perrengue para abastecer o carro e chegamos la ja com o sol se pondo. Montamos, literalmente, o acampamento e todos no mar! Uma festa sob a luz da lua e, antes que se pense bobagens… ninguém ficou pelado!

Hehehe! Relax total ate tentarmos acender a fogueira! Ahahaha que vergonha! Portugueses campistas vizinhos tiveram que nos ajudar. Achamos demais isso porque nao sabiamos o que ainda estava por vir.


As barracas! Nosso orgulho. A fogueira nem tanto. Dependemos dos portugas para acender.



Flavinha, Manu e Jean, hora da torta de beringela no escuro. Pra nos, pipoca e porcaria!


Umas 4 horas da madrugada, todos em suas barracas alojados e num soninho mais ou menos bom, fomos surpreendidos pelo mar invadindo nossas cabaninhas. Tomei um susto. Meus pes gelados com a agua me fizeram dar um pulo daqueles. Acordamos em um minuto e nso mobilizamos para salvao o que ainda tinha de coisas secas.… difícil foi encontrar um lugar que a água não tivesse invadido e que nao pudessemos ser atingidos pelo mar na segunda metade do sono.… mais difícil ainda encontrar um lugar que tivéssemos certeza que a água não chegaria…rs! A minha barraca e de Karina foi para o chao. Juntei todas as minhas coisas e, estressada, peguei uma trilha toda cheia de pedras, resmungando, e levei para o carro todas as minhas coisas. Fiquei somente com o edredon e nada mais.



Nossa barraca e as barracas dos "putos" do mar "na chon" depois da enchente. Podia ser pior? Sim, ameacou chover, mas vou so susto!

O segundo tempo dormimos eu, Flavinha e Caio. Tres, num igluzinho minusculo, morrendo de calor. Mas tudo bem, valeu a pena. Rimos depois como o que!


Day After: a gente se preparando para o sol do domingo e Guilherme esperando a onda perfeita.
No domingo voltamos pra casa renovados…

Friday, February 09, 2007

Ferias, merecidas ferias!!!

Bem, pode parecer brincadeira mas tanta expectativa para o meu carnaval so se tornou decepcao. Em plena festa na Bahia, curti somente um dia com meus amigos e depois cai de cama com febre alta ate o dia de ir para Sao Paulo. Perdi meus abadas e nao sai atras do Fatboy que eu tanto queria. Paciencia. E assim mesmo! Pelo menos deu para curtir minha amiga Marcia que estava com a cabeca sabe onde!!!! Ano que vem tem mais!





Unico dia na Barra. Em oootima companhia!



Em Sao Paulo tambem nao fiz muita coisa e nao passei todo o tempo que eu queria com minha familia e amigos. Dia de semana, todos trabalhando. O que deu para fazer otimo. O que nao deu fica para a proxima vez.



Curtindo papai e mamae e minhas amigas-irmas : Kel, Vana, Maelle e o pequeno Max. Niver do Lele com o pessoal da NaturezzaHumana.


Aproveitei mesmo mesmo o meu dia em Lisboa. Owwww dia longo.

Estou colocando aqui meu diario de bordo que fui escrevendo ao longo do dia que passei na capital portuguesa. Uma delicia de viagem. Leiam com paciencia ate o final porque vale a pena. Tia Augusta e CVC ficaram no chinelo com meu roteiro super hiper acelarate!!!


Veja o proximo post - Lisboa Pauleira



Friday, January 26, 2007

Se Murphy existiu ele morava aqui

Semaninha dos infernos. Meu Deus do céu! Desde a chuva de domingo nada acontece dentro das normalidades na nossa vida. Nem lá na casa, nem aqui na empresa.

Só para relatar as ocorrências, foram 3 pequenas inundações no meu quarto e na cozinha da agencia, o carro que foi para a revisão e não voltou no dia marcado. Quando conseguimos recupera-lo, a chave desconfigurou e a porta não mais abria. Alugamos um outro na locadora e na hora de buscar não havia reserva. Depois conseguimos um terceiro mas a pessoa não apareceu para entregar e finalmente achamos um que tinha mais pecas soltas do que presas. Era esse mesmo que nos estava destinado.

Há 3 dias a cidade e, consequentemente, nossa casa estão sem luz. Isso não seria problema se nosso gerador não tivesse avariado quando o nosso amigo técnico instalou a ignição dentro de casa. O que faz uma grande diferença. Mas pelo menos isso foi arrumado rapidamente, diferente do meu ar condicionado que ficou 20 dias sem manutenção. Quando o técnico veio consertar, desarrumou alguma coisa no da sala de criação e o da sala de estar começou a pingar água – de novo.

Se não tem luz também não tem internet, TV a cabo e mais um monte de coisas que faz a nossa vida ficar mais leve. O que me deixaria feliz da vida seria a TAAG confirmasse meu vôo de volta. Sem sistema desde o começo da semana, eles não confirmam nenhum vôo: nem o de Laura domingo, nem o meu e nem o de um monte de gente que esta com o bilhete nas mãos. Não achamos as encomendas de Fernando porque todos os pontos da cidade estavam debaixo de água, não conseguimos fazer quase nenhum orçamento nessa semana e nem trabalhar um dia completo sem ter que desmarcar ou adiar uma reunião. Nada foi fácil.

Ontem fomos jantar fora e dormir todos na casa por causa do gerador que não funcionou. Eu estava meio enjoada, não comi nada. Ro também não passou muito bem e durante a madrugada nos trombávamos indo no banheiro. Na hora do almoço de hoje, em casa, acabou o gás do fogão. Eu comendo maca e bolacha de água e sal. Para fechar o dia com chave de ouro, Freddy não achou seu passaporte, a carteira e a chave de casa. Ou perdeu,

Realmente, se Murphy existiu deve ter vivido aqui em casa, porque e incrível a quantidade de revezes que estamos passando esses dias. Tudo o que tem que dar errado e acontecer de imprevistos tem acontecido nesses dias.

Monday, January 22, 2007

O dia em que Luanda parou

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Esse foi um dos piores dias da minha estada aqui em Luanda. Nunca imaginei o estrago que uma cidade poderia sofrer com algumas boas horas de chuva. Triste.
A meia noite mais ou menos de ontem a chuva começou a cair, a castigar os quatro cantos ate a metade da manha e por mais que estivéssemos preparados para uma chuva nos surpreendemos.
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Nossa noite foi agitada. Eu e Laura não dormimos por conta do calor – por causa da falta de luz o ar condicionado não funcionou e a tempestade impediu que fossemos ligar o gerador. Nossa casa, apesar de ser num bom bairro, grande, com uma boa estrutura, e uma casa antiga, reformada, e nem ela saiu ilesa do dilúvio que arrasou a cidade. Uma goteira aqui no quarto outra ali e pronto. Depois de 8 horas de pinga-pinga não poderia ser diferente. Roupas molhadas, colchão molhado e tudo mais que estava no chão molhado. Acordamos e a cozinha também estava molhada e o quarto da casa de trás nem se fale. Um palmo de água acumulada.
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Quando essas coisas acontecem em Luanda, a cidade para. Nada abre, nem ninguém sai de casa para trabalhar. E como feriado. As kandongas ficam estacionadas entre uma montanha de lixo e um lamaçal, as pessoas munidas de baldes tirando litros e mais litros de água de dentro das casas.
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Tínhamos 3 reuniões hoje e somente conseguimos confirmar uma delas. Em Luanda Sul, na Odebrecht, com brasileiros. Para chegar lá tínhamos que atravessar a cidade por uma das duas vias que nos leva a zona sul da cidade: a avenida Samba ou a Rocha Pinto. Saímos com antecedência para não nos atrasarmos. Primeiro tentamos a Samba, mas precisamos voltar porque parte de uma encosta desabou bloqueando a via. Depois tivemos que ir pela Rocha Pinto e não vou mentir que fiquei com o coração pequenininho de ver as coisas que vi.
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Estamos vendo aqui nos noticiários a chuva arrasando o interior de São Paulo. Me sensibilizo claro, mas ver de perto o que os angolanos passaram me deixou bem triste . Crianças nadando no meio do lixo, mães carregando baldes de água na cabeça para fora das casas, homens empurrando moveis tentando salvar o pouco que resta de suas casas.
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Como eles não gostam, não fotografei muitas coisas, mas o suficiente para que vocês possam ver como Luanda, uma cidade que poderia ser tão linda se bem cuidada e hoje tem sua maior parte da paisagem dividindo espaços com lixões, fica judiada com as chuvas.
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Saturday, January 20, 2007

A vida como um Sitcom


Parece brincadeira mas e verdade. O nosso estilo de vida aqui parece uma comedia de situacao (Sitcom) americana. Uma temporada dura 3 meses e depois vem o mid season. Você tem uma idéia de como termina depois dos 90 dias e nunca sabe como vai recomeçar. Cada temporada e uma historia diferente, uma sensação diferente. Na primeira sempre a descoberta. Na volta.... bem na volta eu conto. Ainda não passei por isso mas todos dizem que a depressão e a principal companheira nos primeiros dias.

Minhas ferias estão chegando. Se Deus ajudar, a TAAG confirmar e o despachante agilizar, dia 15 de fevereiro estarem desembarcando em terras brasileiras para a minha primeira quinzena de ferias! No meu Brasil. Quinze dias serão poucos, frenéticos e alucinantes... corridos pra burro se eu conseguir cumprir a agenda que me programei.

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De novo no Forte Sao Miguel. Agora levando Louti para conhecer

Primeiro vou para Salvador. Claro, carnaval na Bahia. Não poderia ser diferente disso.
Não vejo a hora de estar de novo na terrinha. Sinto saudades do cheiro do acarajé, do balanço do axé... carnaval..... !!! Huhuuuu nunca imaginei que fosse esperar tanto por esse dia. Se no ano passado já aproveitei pra caramba imaginem esse ano. Se rolar um trabalho vai ser melhor ainda...

Sampa... vou chegar bem no aniversario de meu irmão, um dia depois do show de Dali (Meu Deus... Dali no Brasil!!!). Parece brincadeira mas 3 meses em Luanda parecem uma eternidade. Que saudades de casa, do colinho do papai, do carinho da mamãe. Quero curtir muito eles. Pensar nisso já me faz ficar com o espírito enérgico, olhando para o aeroporto como muçulmano rezando na direção de Meca.

Quero ir a exposições, ver meus amigos que casaram, que tiveram filhos, que mudaram, que foram e voltaram, curtir meu Franz Café, fazer comprar na 25 de marco e ir na galeria de Romero Brito na Oscar Freire, andar no Ibirapuera, curtir o frio e a chuva, ate pegar metro estou com vontade. Não poder ir e vir aqui como no Brasil faz uma diferença tremenda. Quero passear no Shopping Morumbi, comer numa churrascari, me esbaldar no Mc Donalds, pegar transito na 23 de Maio (ahahahaha depois daqui qualquer transito e fichinha), passar po dia no cabelereiro e pagar uma nota em real. Acho que vou querer ate ir na Praça da Se! Quero visitar minha família de perto e de longe, ir para Santos e beijar minhas avos.

E para fechar a temporada com chave de ouro, como não sou de ferro nem nada, 3 diazinhos em Lisboa curtindo a capital lusitana que ainda não conheço. O momento que preciso para estar comigo, me reabastecer, respirar ares europeus e voltar com os dois pés direitos para mais um trimestre.

Como de costume não tenho tido muito tempo para fazer muita coisa. Não consegui entregar meu quadro, não fui mais a praia, não sai de noite e final de semana passado a única coisa que fizemos foi comer uma comida chinesa na ilha e passar mal.

Arrumaram o ar condicionado do meu quarto, montamos a sala direitinho e agora a casa tem cara de agencia - achamos aqui ate um sofa amarelo! Em breve novos visitantes terão um quarto VIP para ficar com cama de casal, colchão de mola e tudo do mais bonitinho que eu pude escolher.

Perdemos a sala de TV para a criacao, mas o resultado compensou. Uma salinha linda para a agencia


Freddy chegou há pouco, Aline esta no Brasil aproveitando suas ferias, Rodrigo só embarca amanha por causa do visto que não saiu. Lout ainda esta em fase de adaptacao. Teve seu primeiro ataque depois de 15 dias e ainda luta contra os mosquitos desesperadamente, armado com OFF e Autan. Laura esta aqui, me ajudando com os clientes.

x Louti. Seu primeiro surto depois de 2 semanas, ouvindo o hino do Baeeeea!

Pela ausência de posts já podem imaginar que o ano começou corrido e cheio de trabalho ne? Se esse primeiro ver estiver refletindo o que vira nos próximos, estaremos bem. Teremos projetos a torto e a direito para todos os outros 335 dias do ano. Ótimo, assim o tempo passa mais rápido e cada 90 dias ficam mais curtos.

Sunday, January 07, 2007

Cabo Ledo, um paraiso na savana...

Hoje fui conhecer Cabo Ledo. Uma Praia quase deserta, 160km a sul de Luanda, atravessando o Kwanza, pelo Miradouro da Lua e pelo parque da Quissama, onde se encontram todos os elementos necessários para um dia fantástico de natureza selvagem.






Fomos eu, Aline, Karina, Jean, Manu, 10 sanduiches naturais, 2 guarrafas de água e 1 prancha de surf. Saímos de casa umas 9 horas da manha depois de uma noite de sono bastante curta. Estávamos cansados, mas valeu a pena cada segundo da viagem para conhecer Cabo Ledo.
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A estrada ate certo ponto e ótima, depois passa a ser de terra e esburacada. Um verdadeiro rali. Alem de pedágio para ir e voltar, passamos na ponte sob o Rio Kwanza, que da o nome a moeda do pais, depois a vegetação começa a mudar ficando mais seca, se tornando savana de fato. O contraste das cores de quando estamos chegando perto da praia são incríveis. Um tom bege, uma terra bem seca, alguma vegetação verde e um azul fantástico que se confunde em alguns momentos, não nos permitindo saber o que e céu e mar.



Já tinha ouvido muito falar de Cabo Ledo. Um lugar paradisíaco, calmo, desenhado por Deus entre nada e lugar nenhum. Assim fui, esperando um pedacinho do paraíso na África. Nada de ambulantes, de estrutura de turismo, caipiroskas ou banho de água doce. E a surpresa foi deliciosamente mais agradável.


Uma trilha pequena ate chegar a praia, uma estrutura minima de palha e a natureza que impressiona sem a interferencia do homem.


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Um siri brinca com a concha sem se assustar (ahahahahaha ele estava morto e as meninas so deram conta depois de umas 15 fotos).
Pequenos meninos e grandes ondas. Eles se divertem no mar final de semana com a prancha dos surfistas que frequentam a praia.


Celebridades buscam refugio e privacidade em Cabo Ledo






Ok. Confesso que dessa vez estrapolei de vez. Todas as fotos que eu nao tirei em todos os meses que estou aqui resolvi tirar hoje. Me senti mesmo no paraiso e queria registar todos os angulos de todos os cantos da praia... ahahahaha.


O mais triste foi a volta para casa. Depois de todo o sol, o balanco do carro deu um soninho!!!