Zungueira no Mussulo, essa por acaso e minha!
Monday, May 28, 2007
Luanda, num click
Thursday, May 24, 2007
Seis dias, doze horas e alguns minutos!
Impressionante como o tempo dessa vez passou rapido e o trabalho ocupou meus dias.
Diferente da primeira vez que vim, minha vida foi muito mais ocupada com a agencia do que qualquer outra coisa. Antes estava no speed de aprender e nessa vez todas as energias se canalizaram para que eu conseguisse aperfeicoar meu trabalho, e acho que estou conseguindo. Ainda tenho essa semana para conseguir cumprir o pouquinho que falta das minhas pendencias e pronto. Ja esta! Poderei curtir minhas tao esperadas ferias na Espanha.
Tambem aconteceu o mesmo com as festas e baladas.
Imaginem o tanto de festas que eu curti aqui nos primeiros tres meses, onde tudo era novidade e festa. Agora tudo ja e rotina, os lugares sao os mesmos e as pessoas tambem ja nao nos surpreendem tanto.
A gente ve depois de um tempo quem sao os amigos mesmo e quem somente passou pela nossa frente. Hoje tenho boas amigas e amigos aqui.
Uma coisa que estou tendo que lidar e que nao e nada agradavel e com a partida das pessoas que gostamos.
Ontem foi a despedida de Manu. Uma super amiga que vai fazer uma falta monstro aqui. Animadissma, era pau para toda a obra e nao tinha nunca tempo feio. Vamos ter que arrumar alguem para rir escrachadamente com Kari e jogar whisky com Red Bull nos casais beijoqueiros.
Atras - Karina, Camila e Flavinha. A direita, Nete da agencia, eu no meio e Manu na frente
Voltando para o assunto da viagem, faltam somente seis dias para o paraiso. Vou encontrar-me com Bel em Lisboa (isso se ela nao quebrar de novo a perna ou coisa assim, como no carnaval) e vamos para Madrid.
Ta chegando!
Thursday, May 03, 2007
Noticias do lado de ca!
Panoramica de Luanda do meu amigo Guilherme (*)Vocês tem razão… tenho mesmo andado sumida. Mas não ter noticias minhas pode ser bom. Sinal que tudo esta bem porque noticias ruins correm rápido.
Eu tenho trabalhado muito. Essa minha temporada já esta mais calma quanto as novidades. Não tenho saído tanto assim e meus dias têm sido bem pesados por causa da demanda de projetos para o shopping. Eu também pensei que depois da inauguração as coisas iam ficar mais leves mas foi um engano. Afinal todos os meses têm sempre uma grande campanha. Dia das mães, lançamento da moda Inverno, mês das crianças – que aqui e em Maio. Enfim, sempre vai ter um grande trabalho para ocupar os meus dias. Sem falar dos outros clientes e das ferias de um ou outro colega aqui que temos que cobrir.
Eu estou ainda trabalhando como atendimento e assumi a área de midia. A tendência e que eu fique somente nessa ultima, porem, não ainda. As coisas aqui andam meio devagar quanto a investimento na empresa. Quer dizer, relativamente, porque nesses meses que eu estou aqui mais dois novos profissionais foram transferidos. Não pode-se dizer que e apenas aumento de salário (para quem chega). Para que eles viessem precisamos de mais um carro, estacões de trabalho, computadores. São mais passagens por mês, mais comida e em breve uma nova casa para todos nos. Éramos 5 e hoje somos 7.
Não tenho actualizado meu blog justamente por isso. São tantos dias, noites e madrugadas no computador que quando eu tenho um tempo fujo dele. Como 95% do meu tempo estou falando de cliente, trabalhando para cliente, ligando para cliente, não tenho tantas horas assim para sair e aproveitar um pouco mais com meus amigos.
Algumas novas pessoas chegam, outras vão embora. E engraçado como a gente se apega as pessoas aqui. Toda a nossa comunidade publicitaria de brasileiros e muito unida e quando um parte, todos sofrem. Cada festa de despedida e um vídeo personalizado, uma bebedeira e um monte de lágrimas. Uma merda. Fazer laços aqui e fácil porque todos estamos na mesma situação. O pior de tudo e saber que eles em pouco tempo também tem que se desfazer.
Engraçado também e como a gente se acostuma com as coisas improvisadas, a falta das coisas e a situação precária da cidade. Eu estou dirigindo para alguns lugares, já não me espanto com a sujeira e a pobreza, tenho menos medo de olhar para o lado ou encarar alguém.
Essa cidade tem algo de viciante. Talvez seja a poeira que a gente respira quando coloca o nariz para fora. Estar aqui esta sendo otimo. Me sinto cada dia melhor.
Fora que tem sempre alguém de Salvador que vem trabalhar uma temporada aqui e a gente tem aquele prazer de mostrar a cidade e as praias lindas. Ai cada uma dessas voltinhas sempre vemos alguma coisa de um novo ângulo, uma nova descoberta.,
Para quem perguntou, seguem as respostas sobre meus planos futuros:
-Meu contrato vai ate Outubro, mas gostaria de ficar mais tempo em Luanda.
-Não estou ganhando um salário absurdo, ainda mais com o dólar caindo. Mas a experiência profissional e de vida que eu estou tendo aqui não tem moeda que pague.
-Estou ruiva, tinjo o cabelo na minha banheira azul e eles estão abaixo do ombro.
-Verduras, frutas e legumes bons são raros e caros mas não importa. Continuo sem gostar de comer essas coisas naturais.
-Já arrumei um namorado angolano sim, mas já foi passear. Machista demais, bonito demais e cheio de amigas.
-Engordei.
-Nunca peguei malária, graças a Deus.
-Quando voltar ainda não sei se vou para São Paulo, Salvador, Manhattan ou Londres.
-Continuo tendo insónia.
-Meus instintos maternos continuam aflorados. Já pensei em adotar uma criança aqui, mas ainda quero engravidar por conta própria.
-Não gostei da comida local mas tem uma moca que trabalha aqui que tem a mão maravilhosa.
-A voltagem e 220
-Já disse que engordei.
-Não tenho TV no quarto mas minha janela já tem cortina e agora cama de casal.
-Parei de pintar meus quadros.
-Volto agora em Junho, depois em Setembro e quem sabe em Dezembro.
-Continuo pagando academia sem conseguir acordar cedo para ir.
-VISAterapia aqui seria fundamental. Ainda bem que existe e-commerce.
-Sim, já fui numa “denominada” rave aqui. Não passava de uma festa electrónica, embora o DJ da Africa do Sul fosse excelente.
-Carnaval? Vamos ver. Não planejo mais nada.
Bem, vou terminando por aqui.
Apesar de não escrever sempre, adoro receber e-mails contando as coisas dai. Quem casou, quem comprou e quem mudou de emprego. (patricia.orsi@gmail.com)
Sunday, April 15, 2007
Anselmo Ralph, Matias Damazio e Slurp de Coca-cola
Eu e Nete, depois de um dia todo fazendo uma faxina na agencia, clipping de midia e mudanca de moveis (alias, agora tenho um quarto com cama de casal e decoracao nova) fomos ao show de Matias Damazio e Anselmo Ralph. Dois cantores aqui de Angola que estao com sucessos nas paradas das radios. As mais tocadas e as mais cantadas nas ruas, nas kandongas e onde quer que tenha animacao.

A nossa aventura comecou quando saimos de casa. Não sabiamos ao certo onde era o concerto mas fomos mesmo assim, guiadas pelo telefone por Bento, nosso produtor que estava produzindo um desfile no Cine Atlantico e nos deu as entradas para camarote, onde o show aconteceu.
De ingressos na mao, empolgadissimas e muita dor nas costas, fomos, sem saber na verdade o que iamos encontrar e como iriamos voltar. Paramos o carro e debaixo de chuvisqueiro chegamos ao local. Era ridiculo, tao perto de casa que mal dava para se perder. Mas claro, comigo dirigindo, ate para dar a volta no quarteirao as chances de se perder são de 100%. Open Bar, cadeiras cativas e chegamos na hora que eu queria. Na hora do show de Matias.
As musicas desses dois cantores são uma mistura de Fabio Junior com Wando mas com uma batida diferente.
As kizombas que o povo dança agarradinho. As letras das musicas expressam a realidade dos relacionamentos aqui de uma forma clara e engracada de tao verdadeira. Cantam a dor de corno, as desculpas esfarrapadas, o machismos em algumas delas. De tanto ouvir acabamos adotando na agencia, por influencia de Louti, as mais mais que não podem faltar no computador de cada um.
Apesar de algumas musicas serem animadas, foram raros os momentos que o pessoal levantou para dancar. Uma ou outra assanhada que subia no palco para se “atarrachar” com os cantores. A galera delirava, a gente ria da situacao e relaxava com a chuva caindo. Não tinhamos mesmo para onde correr. La estavamos e la iriamos ficar ate o final, tomando cerveja e whisky com coca-cola.
Foi uma experiencia interessante. Apesar de famosos, os cantores não se apresentam com uma superproducao. Uma lona com o convite era o fundo do palco com cara de cinema mesmo...
Ao final, Bento nos acompanhou ate a saida e chegamos em casa salvas ainda a tempo de fazer uma sessao de slurp de coca-cola com batatas fritas e Indiana Jones ate de madrugada.
Anselmo Ralph
Pos Casamento
Anselmo Ralph
Três e meia da manhã, eu não sei porquê que faço sempre isso, eu devia ser um esposo exemplar, mas aqui estou eu, chegando tarde, e assim que vou subindo as escadas, vou inventando mil mentiras, o que é que eu vou lhe dizer dessa vez? O quê?
Mas logo que eu abro a porta/Vejo ela no sofá sentada/Cara trancada e bem lixada/Já dá pra ver que hoje há maka (problema)/Dou um passo e ela se levanta/Me aponta o dedo na cara/Pergunta aonde é qe eu andei/Porquê que o móvel desliguei/Eu disse que foi falta de carregar/Por isso é que o móvel desligou/E quando estava a caminho de casa/O combústivel acabou/E o tempo todo estive num jantar com os amigos/Mas ela disse é mentira/Pois eu telefonei pra todos e ninguém te viu
Tu não, não és o homem, com quem eu me casei, com quem jurei amor para sempre. Ela disse: Não, não és o meu homem, com quem eu me casei, com que jurei amor para sempre
Eu lhe disse baby calma/Não precisas exagerar/Ela disse vai pra me... /Tu tens muito pra me explicar/Passei a mão na minha cabeça/Tentei inventar outra mentira/Mas pra aumentar o meu azar/Meu móvel começou a tocar/Se o móvel desligou por não ter carregado/Como é qe agora está a tocar/E já chorando ela me pergunta/A esta hora quem te está a ligar/E ela busca o telemóvel e logo atende/E ouve do outro lado: AlôAlô amor, ja chegaste em casa?
Ela disse: Não, não és o meu homem, com quem eu me casei, com que jurei amor para sempre. Ela disse: Não, não és o meu homem, com quem eu me casei, com que jurei amor para sempre
Ela agarra na minha gravata/Levanta a mão e dá-me uma bofatada/Eu lhe empurro pra evitar confusão/Tenta dar outra mas agarro a sua mão/Eu tento me conter mas não dá/Pois ela fez foi me arranhar a cara/Eu lhe dou um safanão/E ela cai pro chão/Chorando ela me diz que tu nãoooooooo. Não é o homem
(Discussão) Quem é essa moça?/É minha prima/Quem é ela?É minha prima/É com essa dama que estás a me trair/Qual te trair, você não entende/Eu não acredito/Qual trair/Não, não tens que explicar/Cala/Olha eu não acredito/Ca, cala/Por isso é que me tiraste da casa dos meus pais?/Pra me fazer passar por isso?/Você não entende/NÃO Eu estava na reúnião/Eu não acredito meu Deus/O que é que ela tem que eu não tenho?/Explica-me, diz-me agora/Eu não acredito/EuNão, não quero explicações/Não queres explicações porquê/Não acredito em nada/Vou te dar, você miúda/Tás a me bater/Cala a boca/Não acredito não/Cala a boca/Sai, sai daqui/Cala a boca/Não quero confiança contigo, sai/Foi por isso, não, eu ja não acredito em ti/Meu Deus, não, Anselmo/Larga-me, larga-me/Meu Deus eu não acredito/Eu mato ela se lhe encontrar/Não posso, não posso/Não acredito que me trocaste por causa dessa/Nãoooo/Não troquei nada, é minha prima/Matumbo, sai da minha casa/Eu não quero mais nada contigo/Sai, sai se safado/Vou te matar miúda/Vou te dar/Sai, não mereces o amor que eu tenho por ti/Cão..Aiiiiiii/
Ya, mas assim que abro a porta e saio de casa, eu penso, será que valeu a pena, eu deixar a minha família por uma aventura, será?!
Porque
Matias Damazio
E o fim
Parece mentira mas e verdade
Para mim
Era bom que não fosse realidade
E o fim
Parece mentira mas e verdade
Para mim
Era bom que não fosse realidade
Terminar e tao ruim
Porque tem que ser assim
Acabar para amanha chorar
E não querer mais voltar a amar
Terminar e tao ruim
Porque tem que ser assim
Acabar para amanha chorar
E não querer mais voltar a amar
Porque tudo
Tem que ter um fim
Queria ser surdo
Para não te ouvir
Dizer Adeus
Dizer Adeus
Adeus, Adeus, Adeus
E as promessas que fizemos
Os filhos que não tivemos
A casa que não construimos
Como eu vou fazer
Quero saber
Para onde vao os sonhos
Para onde vao os sonhos
Porque tudo
Tem que ter um fim
Queria ser surdo
Para não te ouvir
Dizer Adeus
Dizer Adeus
Adeus, Adeus, Adeus
Abre a Porta - Toto
O dia foi cansativo e eu estou de volta já pra casa/ Salário na mão, sorriso nos lábios, baza, baza, baza. Ao meio do caminho lembrei-me que tinha esquecido a chaves/Não era de me preocupar, porque a minha mulher não sai de casa
- Abre a porta Tânia
Ela não abria, era o que eu não entendia/Eu fui do outro lado da janela da cozinha
- Abre a porta Tânia- Abre a porta Tânia, sou eeeuuuu
Isto não é normal Minha mulher não sa iQuero saber ou ai, ou ai
Supondo que tivesse saido então eu tive que esperar/Cigarro na boca, um livro na mão para contemplar30 min, 2 hrs e ela não estava a chegar/Cansei-me de esperar, comecei logo a me preocupar/Então vou ligar pra mãe dela
- Alô- Alô dona Antônia, como está?
- estou bem filho- será que a Tânia está aí?
- a Tânia, a Tânia não esteve cá hoje
Não foi sem querer começo já a lagrimar. Pois (...) que algo de errado com o meu amor se está a passar. Mas aonde está a Tânia?!Aooooooooooonde
Isto não é normal, minha mulher não sai. Quero saber ou ai, ou ai
Foi quando derepente meu vizinho me avisou/Dizendo vizinho sua mulher não saiu desde que entrou/Tirando a possibilidade de ser fofoca, me assustou/Se a Tânia está lá dentro então porquê não me ligou?!Agora estou bem mau
-Abre a porta Tânia. Abre a porta Tânia. Eu vou arrombar a porta
Logo que eu entrei, sinto passos no corredor/Será que é um assalto, (...) meu Senhor/Mas corajosamente vou em frente pra saber/Afinal de contas o que se passa com a minha mulher?!Eu não acreditei, meu Deus era um castigo/Vi quem está com a minha mulher/Era o meu melhor amigo
Agora o que é que eu faço?/O que é que eu faço?/Aonde foi que eu errei, se afinal tudo lhe dei/Amor carinho eu lhe dei, amizade ao amigo também dei/Vocês não tiveram motivos pra me enganar
Isto não é normal, minha mulher não sai.Quero saber ou ai, ou ai
Friday, March 30, 2007
Um resumo do primeiro mês da segunda temporada - Strike Punk Violento
Quando cheguei o trabalho estava explodindo. Menos de duas semanas para a inauguracao do Belas Shopping, Aline se virando em 30 para atender a todos os clientes, Freddy brigando com a calculadora e com as planilhas excel e os meninos da criacao, como sempre, sendo podados nas suas linhas criativas por alguns clientes. Ou seja, tudo na sua perfeita ordem.
Para reforcar o time nesse periodo, Antonio Luiz, o diretor de criacao da engenho no Brasil, veio passar uns dias aqui para conhecer a cidade e ver como os processos aqui funcionam para passar o panorama para a equipe no Brasil. Enfim, quando cheguei não faltou foram fofocas e passeios nos finais de semana.
Ainda bem que aproveitamos esses dias porque ultimamente tudo tem sido nada mais nada menos do que Strike Punk Violento.
Parada 1: Miradouro da Lua
Uma escapadinha pela estrada principal, uma plaquinha escrito “Miradouro da Lua” a mao e uma estrada tortuosa nos levou a mais surpreendente vista que eu poderia imaginar naquele momento. So vendo para acreditar.
Mais uma parada no meio da estrada e chegamos a praia de Santiago. Varios navios encalhados no mar podem ser vistos e podemos chegar bem pertinho de alguns mas não tem nem como pensar em entrar. O cheiro de ferrugem e a possibilidade de se pegar um tetano são de quase 100%. Mas a vista e linda, a paisagem alucinante. Parece cena de filme. Alias, lembrei quando estava la do filme dos Goonies – so faltou o Willie Caolho e o Slot gritando por chocolate.
Imaginem uma praia com coqueiros no Caribe. Agora imaginem essa praia com uma estrutura de bar e restaurante, bangalos para alugar em cima das arvores e tendas de cipo na areia com garcom que te chama pelo nome – as vezes troca, mas o que vale e a intencao. Um mar lindo, azul, coqueiros altos e passaros voando baixinho. Bicicletas para alugar e uma placa surpreendente - "Controle a sua euforia!!" Para mim???
Parada 4: Pousada do Bruce
Na volta, passamos pela Barra do Rio Kwanza e fomos conhecer a Pousada do Bruce. O lugar que fica de base para quando Freddy ia pescar com seus amigos no final de semana. Super aconchegante e cheia de casais, a pousada fica entre o Rio Kwanza e a praia. Uma gracinha, rustica, com um almoco fartissimo (que não comemos) e lindos casais felizes e apaixonados. Ou seja, não e lugar para mim mas conhecer nunca e demais. Ahahahha.
Parada 5: “Quem e Sidonio?”
Em cima de uma ponte uma parada surpreendente para mais uma foto. Alias, uma de varias hilarias. Enquanto tiravamos fotos nossas, dois “putos” apareceram do nada para vender refrigerante para nos. Eles se divertiam conosco, com Antonio subindo na ponte para tirar foto, com Louti tentando descobrir quem era Sidonio que os garotos tanto falavam (para Louti, o ex chefe dele, para os meninos, um personagem gordo de um desenho, ali representado pelo Freddy).
Parada 6: “Esteja Preso”
Friday, March 09, 2007
Lisboa Pauleira
PARTE I
Lisboa, 03 de marco de 2007 - 12h00.
Devo dizer: como e bom estar na Europa. Pessoas bonitas, bem vestidas, curtindo o final de inverno e as promoções transitam aqui na Rua Augusta com sacolas de lojas e mochilas. Alguns claramente parecem turistas e outros nem tanto.
Em meio dia aqui já fiz bastante coisa. Cheguei ao hotel, tomei um café da manha básico para abastecer ate a hora do almoço e já fui direto para o metro. Como havia feito um estudo rápido da cidade, não perdi muito tempo para escolher os lugares onde queria ir nesse dia que tenho para passear na cidade. Optei por um hotel próximo ao centro histórico (que sem saber, especifico para o publico GLS) mais perto dos lugares que eu pretendo conhecer.
Primeira parada: O Castelo da colina mais alta de Lisboa.
Castelo de São Jorge, antes conhecido como Castelo dos Mouros, e um monumento nacional em ruínas, porem com uma vista linda da cidade e do Rio Tejo.
Impossível controlar as fotos. Passei um bom tempo sentada na mureta contemplando a cidade e o vai e vem dos pássaros sobre o Rio.
Com o mapa nas mãos achei que fosse simples chegar lá. A subida e inacreditável. Escadas e ladeiras sem fim por entre pequenas vielas que se perdem de vista. Uma caminhada e tanto, mas compensa pelo visual.. Valeu a falta de ar e os €5,00 que se paga de entrada. Realmente um ponto turístico que não da pra perder.
Segunda parada: Conversando com os amigos lá de cima.
Na volta duas visitas importantes: Catedral da Se e Igreja de Santo Antonio. Nessa altura aproveitei para assistir a uma missa e conversar um pouco com o Santo que não tem me dado muita atenção ultimamente. Na saída pedi informação para uma senhora que, elegantérrima, me deu todas as dicas para a próxima parada.
Terceira parada: As ruas da perdição
Rua da Prata, Rua do Ouro e Rua Augusta. Uma concentração de pontos de consumo. Minhas mãos cocaram, meus bolsos se abriram mas a minha consciência não me deixou tirar um centavo sequer para as roupas, botas e bolsas que piscavam para mim com plaquinhas de 70% OFF. Ainda tenho Barcelona e Madrid na volta e pouco dinheiro para gastar. Minhas mãos continuam vazias por incrível que pareça. Era a chance de colocar meu VISA para trabalhar já que ele fica só na carteira em Luanda. Enfim... estou agora em um café na Rua Augusta tomando uma coca-cola, vendo as pessoas aproveitando o pouquinho de frio que ainda resta aqui, pombos subindo e descendo na minha mesa. Ate os mendigos aqui tem elegância. Um deles esta olhando para mim nesse exato momento com bleiser e um tênis da Diesel. Pode?
MUSEU DO CHIADO, CAFETERIA
Lisboa, 03 de marco de 2007 - 14h00
Segunda parada e outra coca-cola com café. O sono ta me pegando mas eu não posso perder meu dia de jeito nenhum. Preciso aproveitar essa viagem ao maximo. Sabe Deus quando terei outra oportunidade de vir para Lisboa.
Não achei que eu fosse andar tanto, mas me empolguei. Cada rua uma novidade.
Saindo da Rua Augusta encontrei uma viela que da acesso ao Elevador de Santa Justa, é também conhecido como Elevador do Carmo. É um dos monumentos mais interessantes da Baixa, centro histórico lisboeta e que leva as pessoas a um bairro no alto com muitas lojas e atividades nas ruas. E foi para lá que eu fui.
Quarta parada: Bairro Alto e Chiado. Encantadores
A fila para comprar os tickets estava grande e preferi subir a pe (o que não era nada demais comparado aos ups e downs do acesso ao castelo). Na primeira rua que entrei, um coral de jovens vestidos com roupas pretas elegantes cantavam fado que me fizeram chorar. Eu e mais uma pilha de turistas que estavam lá. Logo se via quem era de fora! Mais a frente, na rua seguinte, uma feira de livros a céu aberto. Vendedores colocam mesas com seus exemplares e negociam a venda, compra e troca deles. Alguns de capa de couro, antigos, outros com capa de papel bem fininha porem encapados e bem conservados.
No Bairro Alto, cheguei a Praça Luiz de Camões. Charmosa, rodeada de casinhas coloridas, limpa, com exceção das cacas de pombos e de meia dúzia de mal encarados deitados em seus bancos. Foi a primeira vez que senti medo de andar sozinha em Lisboa. Todos me olhavam com estranheza mas logo um grupo de turistas com guia chegaram e deixei de ser o centro das atenções. Uma estatua do homenageado e ao lado uma loja da Diesel. Perfeito. Vilas com lojas fantásticas e tentadoras, dentre elas Channel, Luis Vuitton, Benneton e por ai vai. Nada de compras, eu prometi.
Chiado e uma area tradicionalmente conhecida por ser frequentada por intelectuais. , encontram-se aí várias estátuas de figuras literárias. Fernando Pessoa Encontrei também uma cafeteria chamada A Brasileira, junto ao largo do Chiado. O cheiro na rua e impressionante. Me lembrou papai levando cafezinho na cama para mim e para mamãe pela manha. De tão tradicional, a historia de A Brasileira foi contada em um livro, mostrando sua importância na cidade durante os anos.
Ainda fui no Teatro Municipal de São Carlos, na praça de mesmo nome e segui para o Museu de Arte Contemporânea, chamado de Museu do Chiado, onde estou agora escolhendo meu próximo destino. Aqui vi varias obras interessantes mas da exposição permanente. Paguei €5,00 para ver um artista que não lembro o nome, mas que realmente não gostei. Muito multimídia demais para um museu que fica numa cidade histórica. Esperava outra coisa. Talvez ele não seja ruim mas não era a hora.
PARTE III
AEROPORTO DA PORTELA, LISBOA
Lisboa, 04 de marco de 2007 - 09h00.
Que “Paris Romântica” que nada! “Lisboa Pauleira” foi uma pedida excelente e surpreendente. O negocio e aproveitar cada minuto de uma viagem sem compromisso com horário e se jogar nas oportunidades.
E eu que pensava que ia para casa mais ou menos cedo depois de toda a pedalada que eu descrevi acima, pelo menos tomar um banho para jantar antes de dormir e vir para o aeroporto cedo, cai do burro.
Agora estou aqui esperando meu TAP, um pouco cansada, mas ansiosa para terminar meus registros de viagem.
Depois de pedir uma dica para a garçonete do Museu, resolvi me jogar de cabeça e ir para locais que não havia nem visto no mapa. Resolvi ir para Cascais. Ela me indicou, o sol ainda estava alto e, apesar dos meus pés estarem doendo, não consegui resistir.
Desci a pé ate o porto e peguei o primeiro comboio (trem) para lá. Sabia que eram pelo menos 30 minutos para chegar no destino e colocar os pés para cima. Ao meu lado sentou um rapaz muito simpático, com uns 17 anos, que começou a conversar comigo. Se não fosse ele teria passado batido pela Torre de Belém e pelo Cassino de Estoril. Ahhhh para que ele foi despertar meu interesse? Resolvi retomar o fôlego e estender minha visita também para essas duas paradas, afinal ficavam pertinho e já que eu estava laaaa!!!
Cheguei na pousada perto das 8 da noite, cansada e me lamentando por não ter nada para comer la. Não passei em nenhuma pastelaria para comprar um lanche para jantar. Minhas opções eram três: ficar sem comer, sair de novo, pegar metro e jantar direito ou me entupir de Toblerone que eu comprei no aeroporto.
Ao pegar a chave com a recepcionista, ela salvou minha noite.
Me apresentou para Peter, um americano do Colorado, que me apresentou para Patrick que me apresentou para Carl, ambos da Suecia e fomos, os 4 para o Bairro Alto novamente jantar e assistir a um show de fado – como não poderia deixar de ser para fechar com chave de ouro essa viagem.
As 7h00 na recepção, conheci Monika da Polônia e dividimos um auto ate o aeroporto. Ótima companhia. Ficamos juntas ate agora pouco, quando ela precisou partir (antes que pensem besteira, ela não era lésbica, caiu no mesmo engano que eu! "laele" como dizem os baianos!)
Incrível como as pessoas passam pela nossa vida e definem muitas coisas na vida da gente. Em um único dia em Lisboa conheci pessoas que definiram meus destinos, fizeram com que eu gostasse dessa viagem e tivesse vontade de voltar: a senhora elegante, o menino do metro, a recepcionista do hotel e a garçonete do café, os 3 rapazes da pousada...
Tuesday, February 13, 2007
Acampando no Paraiso
Era para sairmos de Luanda perto de duas da tarde de sabado. Segunda era feriado mas mesmo assim combinamos de voltar no domingo para descansar para o batebte na terca. Conseguimos sair perto de 15h com o carro parecendo uma Kandonga de tanta coisa, que mal podíamos nos mexer. Encontramos Flavinha, nos dividimos em dois carros, pegamos congestionamento, calor, perrengue para abastecer o carro e chegamos la ja com o sol se pondo. Montamos, literalmente, o acampamento e todos no mar! Uma festa sob a luz da lua e, antes que se pense bobagens… ninguém ficou pelado!

Nossa barraca e as barracas dos "putos" do mar "na chon" depois da enchente. Podia ser pior? Sim, ameacou chover, mas vou so susto!
Friday, February 09, 2007
Ferias, merecidas ferias!!!
Unico dia na Barra. Em oootima companhia!
Curtindo papai e mamae e minhas amigas-irmas : Kel, Vana, Maelle e o pequeno Max. Niver do Lele com o pessoal da NaturezzaHumana.
Friday, January 26, 2007
Se Murphy existiu ele morava aqui
Só para relatar as ocorrências, foram 3 pequenas inundações no meu quarto e na cozinha da agencia, o carro que foi para a revisão e não voltou no dia marcado. Quando conseguimos recupera-lo, a chave desconfigurou e a porta não mais abria. Alugamos um outro na locadora e na hora de buscar não havia reserva. Depois conseguimos um terceiro mas a pessoa não apareceu para entregar e finalmente achamos um que tinha mais pecas soltas do que presas. Era esse mesmo que nos estava destinado.
Há 3 dias a cidade e, consequentemente, nossa casa estão sem luz. Isso não seria problema se nosso gerador não tivesse avariado quando o nosso amigo técnico instalou a ignição dentro de casa. O que faz uma grande diferença. Mas pelo menos isso foi arrumado rapidamente, diferente do meu ar condicionado que ficou 20 dias sem manutenção. Quando o técnico veio consertar, desarrumou alguma coisa no da sala de criação e o da sala de estar começou a pingar água – de novo.
Se não tem luz também não tem internet, TV a cabo e mais um monte de coisas que faz a nossa vida ficar mais leve. O que me deixaria feliz da vida seria a TAAG confirmasse meu vôo de volta. Sem sistema desde o começo da semana, eles não confirmam nenhum vôo: nem o de Laura domingo, nem o meu e nem o de um monte de gente que esta com o bilhete nas mãos. Não achamos as encomendas de Fernando porque todos os pontos da cidade estavam debaixo de água, não conseguimos fazer quase nenhum orçamento nessa semana e nem trabalhar um dia completo sem ter que desmarcar ou adiar uma reunião. Nada foi fácil.
Ontem fomos jantar fora e dormir todos na casa por causa do gerador que não funcionou. Eu estava meio enjoada, não comi nada. Ro também não passou muito bem e durante a madrugada nos trombávamos indo no banheiro. Na hora do almoço de hoje, em casa, acabou o gás do fogão. Eu comendo maca e bolacha de água e sal. Para fechar o dia com chave de ouro, Freddy não achou seu passaporte, a carteira e a chave de casa. Ou perdeu,
Realmente, se Murphy existiu deve ter vivido aqui em casa, porque e incrível a quantidade de revezes que estamos passando esses dias. Tudo o que tem que dar errado e acontecer de imprevistos tem acontecido nesses dias.
Monday, January 22, 2007
O dia em que Luanda parou
A meia noite mais ou menos de ontem a chuva começou a cair, a castigar os quatro cantos ate a metade da manha e por mais que estivéssemos preparados para uma chuva nos surpreendemos.
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Nossa noite foi agitada. Eu e Laura não dormimos por conta do calor – por causa da falta de luz o ar condicionado não funcionou e a tempestade impediu que fossemos ligar o gerador. Nossa casa, apesar de ser num bom bairro, grande, com uma boa estrutura, e uma casa antiga, reformada, e nem ela saiu ilesa do dilúvio que arrasou a cidade. Uma goteira aqui no quarto outra ali e pronto. Depois de 8 horas de pinga-pinga não poderia ser diferente. Roupas molhadas, colchão molhado e tudo mais que estava no chão molhado. Acordamos e a cozinha também estava molhada e o quarto da casa de trás nem se fale. Um palmo de água acumulada.
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Quando essas coisas acontecem em Luanda, a cidade para. Nada abre, nem ninguém sai de casa para trabalhar. E como feriado. As kandongas ficam estacionadas entre uma montanha de lixo e um lamaçal, as pessoas munidas de baldes tirando litros e mais litros de água de dentro das casas.
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Tínhamos 3 reuniões hoje e somente conseguimos confirmar uma delas. Em Luanda Sul, na Odebrecht, com brasileiros. Para chegar lá tínhamos que atravessar a cidade por uma das duas vias que nos leva a zona sul da cidade: a avenida Samba ou a Rocha Pinto. Saímos com antecedência para não nos atrasarmos. Primeiro tentamos a Samba, mas precisamos voltar porque parte de uma encosta desabou bloqueando a via. Depois tivemos que ir pela Rocha Pinto e não vou mentir que fiquei com o coração pequenininho de ver as coisas que vi.
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Estamos vendo aqui nos noticiários a chuva arrasando o interior de São Paulo. Me sensibilizo claro, mas ver de perto o que os angolanos passaram me deixou bem triste . Crianças nadando no meio do lixo, mães carregando baldes de água na cabeça para fora das casas, homens empurrando moveis tentando salvar o pouco que resta de suas casas.
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Como eles não gostam, não fotografei muitas coisas, mas o suficiente para que vocês possam ver como Luanda, uma cidade que poderia ser tão linda se bem cuidada e hoje tem sua maior parte da paisagem dividindo espaços com lixões, fica judiada com as chuvas.
Saturday, January 20, 2007
A vida como um Sitcom
Minhas ferias estão chegando. Se Deus ajudar, a TAAG confirmar e o despachante agilizar, dia 15 de fevereiro estarem desembarcando em terras brasileiras para a minha primeira quinzena de ferias! No meu Brasil. Quinze dias serão poucos, frenéticos e alucinantes... corridos pra burro se eu conseguir cumprir a agenda que me programei.
Primeiro vou para Salvador. Claro, carnaval na Bahia. Não poderia ser diferente disso.
Não vejo a hora de estar de novo na terrinha. Sinto saudades do cheiro do acarajé, do balanço do axé... carnaval..... !!! Huhuuuu nunca imaginei que fosse esperar tanto por esse dia. Se no ano passado já aproveitei pra caramba imaginem esse ano. Se rolar um trabalho vai ser melhor ainda...
Sampa... vou chegar bem no aniversario de meu irmão, um dia depois do show de Dali (Meu Deus... Dali no Brasil!!!). Parece brincadeira mas 3 meses em Luanda parecem uma eternidade. Que saudades de casa, do colinho do papai, do carinho da mamãe. Quero curtir muito eles. Pensar nisso já me faz ficar com o espírito enérgico, olhando para o aeroporto como muçulmano rezando na direção de Meca.
Quero ir a exposições, ver meus amigos que casaram, que tiveram filhos, que mudaram, que foram e voltaram, curtir meu Franz Café, fazer comprar na 25 de marco e ir na galeria de Romero Brito na Oscar Freire, andar no Ibirapuera, curtir o frio e a chuva, ate pegar metro estou com vontade. Não poder ir e vir aqui como no Brasil faz uma diferença tremenda. Quero passear no Shopping Morumbi, comer numa churrascari, me esbaldar no Mc Donalds, pegar transito na 23 de Maio (ahahahaha depois daqui qualquer transito e fichinha), passar po dia no cabelereiro e pagar uma nota em real. Acho que vou querer ate ir na Praça da Se! Quero visitar minha família de perto e de longe, ir para Santos e beijar minhas avos.
E para fechar a temporada com chave de ouro, como não sou de ferro nem nada, 3 diazinhos em Lisboa curtindo a capital lusitana que ainda não conheço. O momento que preciso para estar comigo, me reabastecer, respirar ares europeus e voltar com os dois pés direitos para mais um trimestre.
Como de costume não tenho tido muito tempo para fazer muita coisa. Não consegui entregar meu quadro, não fui mais a praia, não sai de noite e final de semana passado a única coisa que fizemos foi comer uma comida chinesa na ilha e passar mal.
Perdemos a sala de TV para a criacao, mas o resultado compensou. Uma salinha linda para a agencia
Pela ausência de posts já podem imaginar que o ano começou corrido e cheio de trabalho ne? Se esse primeiro ver estiver refletindo o que vira nos próximos, estaremos bem. Teremos projetos a torto e a direito para todos os outros 335 dias do ano. Ótimo, assim o tempo passa mais rápido e cada 90 dias ficam mais curtos.






